Microsoft ‘adopta’ processadores ARM da Qualcomm

A cidade de Shenzhen, na China, foi palco de uma notícia que surpreendeu o mundo tecnológico: a parceria entre a Microsoft e a Qualcomm. Resultado? As marcas anunciaram para 2017 novos processadores com arquitectura ARM e suporte para o Windows 1o.

Os rumores que circulavam davam notícia do regresso de uma versão semelhante ao Windows RT, algo que poderíamos considerar preocupante tendo em conta o passado das versões RT e os seus  processadores Arm. Mas esta notícia desmente.

Para comprovar o desempenho da nova conjuntura e destes processadores, foi feita a apresentação de um vídeo onde uma emulação de aplicações a 32 bits (x86) corriam num dispositivo equipado com um processador Snapdragon 820. Este é um processador actual e comprovado que já equipa os mais recentes topos de gama no segmento dos smartphones. 

Esta notícia não só demonstrou como uma versão definitiva e completa do Windows 10 será capaz de correr numa arquitectura ARM actual, como deu conta da capacidade e compatibilidade de instalar qualquer programa ou aplicação para Windows,  e num processador de smartphone. Imagine ligar o smartphone ou tablet a um monitor e realmente puder executar o Adobe Photoshop, ou outro programa, num ambiente Windows.

Numa entrevista ao The Verge sobre o assunto, Terry Meyerson, vice-presidente de software da Microsoft, afirma que a empresa decidiu trabalhar neste procjeto para responder aos utilizadores que anseiam, e precisam, de uma maior portabilidade. Este facto significa dispositivos com maior autonomia e conectividade (4G LTE). Actualmente um notebook equipado com processadores Intel atinge 8 horas de autonomia? Um smartphone de topo atinge maioritariamente as 24 horas, e alguns já as superam.

A escolha da Qualcomm como parceira neste processo deve-se a dois factores chave: a experiência que detêm (equipa a maioria de smartphones no mercado), e a capacidade e estrutura para desenvolvimento. A  prova deste facto é o novo processador Snapdragon 835, que tem vindo a ser desenvolvido tendo em vista esta nova conjuntura, e que já está em produção e deverá chegar em 2017. Das muitas características, destaque para o facto de ser um octa-core a 2,2 GHz e incluir uma GPU Adreno 54, características que lhe permitem ter mais um ganho de 27% no desempenho, combinando com  menos 40% no consumo energético, isto tendo em comparação os seus antecessores, Snapdragon 820/821.

Outra das características fundamentais impostas é a autonomia, e carregamento, sustentado pelo facto de integrar a tecnologia Quick Charge 4.0 que garante uma autonomia entre 4 a 5 horas com um carregamento de apenas 4 a 5 minutos ou, 50% se o equipamento carregar durante 15 minutos.

 

Esta novidade abre portas a uma nova geração de dispositivos, mais leves, pequenos e potentes e com maior conectividade, aliados à eficiência energética. As marcas têm vindo a colaborar no desenvolvimento deste processador 835, e existem rumores da possível  inclusão e fabrico de novos dispositivos com esta conjuntura para o final de 2017.

 

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
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