Huawei Nova, um smartphone de gama média a almejar alto

O Huawei NOVA chegou ao mercado quando se findava o último terço de 2016, apregoando uma forma de ver, e apostar, da parte da marca chinesa no mercado dos smartphones, conciliando propósitos e capacidades dos flagships nesta ‘NOVA’ gama média alta.

Chegou à nossa redacção em dezembro, e num método diferente, pedimos a opinião a alguém menos habituado às lides para nos dar as primeiras impressões. O objectivo era obter a reacção, e opinião mais sincera, a alguém que não está ligado ao mundo tecnológico. Urge uma primeira expressão como um ‘é tão bom, tão confortável’, um bom agoiro para este dispositivo que pretende instaurar a utilização. Definitivamente este é um smartphone que fica bem na mão, de linhas ergonómicas, suaves e convidativas. O corpo recorre a uma única peça em alumínio, e é tão difícil colocar por palavras, ou fazer juz em fotografia, à qualidade.

A zona posterior apenas é ‘quebrada’ pela inclusão do leitor de impressões digitais e pela barra no topo que envolve a câmara traseira e o flash. As laterais, com recorte com efeito bisel, não só conferem elegância como são confortáveis ao uso, permitindo usufruir do ecrã de 5 polegadas com acabamento 2,5D com segurança. Interessante, e bem conseguida, é a harmonia entre ecrã e corpo, um conjunto com apenas 7,1mm de espessura.

Melhor é o desempenho. Mas há o fato curioso da escolha do processador, que recaiu num octa-core Qualcomm Snapdragon 625 (com núcleos Cortex-A53), ao invés de um dos seus próprios processadores que tão boa imagem têm dado nos seus topos de gama. Certo é que não descura nada e, com o auxílio de 3GB de RAM, valor pouco habitual nestas gamas, permite ao NOVA não só corresponder a qualquer solicitação do utilizador, como flexibilidade para manter a fluidez entre aplicações, mesmo com diversas aplicações em segundo plano. O plano energético também agradece, com este conjunto a ser ‘meigo’ com a bateria de 3020mAh.

A fotografia é outro factor de destaque deste NOVA, e o ponto chave para a Huawei. ‘Desafia as expectativas’ fazia as honras no slogan para este smartphone, apregoando capacidades para o NOVA. Dotado de um sensor de 12mp na traseira e uma interface dedicada a modos e fotografia, onde se inclui modo manual, HDR ou, noutro âmbito, um digitalizador de documentos. As imagens captadas apresentam um detalhe acima do esperado, excelente, e reflectem as cores reais. A focagem, não sendo ultra rápida, é eficiente, o que permite captar uma fotografia sem perder o momento ideal. Temos de deixar um grande destaque para o modo All-focus, que permite à posteriori alterar o ponto de focagem, o que significa edição e escolha do ponto, e efeito certo. No campo vídeo destaca-se ainda pela capacidade para filmar em formato 4K.

A câmara frontal de 8 megapixéis é dedicada às selfies. Para além de ter a funcionalidade Time Lapse (que acelera a imagem), inclui inúmeras opções para apaziguar as difíceis manhãs, ou a cara de sono. Aplicações como a Beauty Makeup 2.0 e Beauty Skin 3.0 aplicam efeitos cosméticos e filtros de suavização de pele para criar imagens mais apelativas. São opções dedicadas a tornar as selfies mais bonitas, ao embelezar o rosto com as mais variadas opções afastando o efeito natural, a adorável, a elegante, a amável ou festa. E até descobrimos como colocar máscara de pestanas de forma instantânea…

A juntar a estas características juntamos o EMUI habitual da marca passível de total personalização. Confesso ser admirador deste EMUI, não só pelas possibilidades de personalização que possui, ou que se podem descarregar, como por toda a simplicidade. É sóbrio e acessível. A ausência do app Drawer, aquele botão que esconde todas as aplicações, não é consensual e pode suscitar desagrados para outros utilizadores Android. Na minha opinião é menos um botão. Aqui está evidente a clara inspiração no iOS, e bem do nosso agrado, que disponibiliza todas as aplicações no ecrã. E se quisermos ‘esconder’ fazemos nós uma pasta. Complicar para quê?

O leitor de impressões digitais é soberbo, com uma localização apropriada ao alcance do dedo indicador e possui todas as habilidades e rapidez que a marca nos habitou. Permite ver/passar fotografias, puxar notificações e fechar, abrir aplicações ou tirar fotografias, sempre sem a necessidade de colocar o dedo no ecrã.

Como conclusão, este NOVA tem um preço que ‘assusta’ um pouco, mas surge com algumas particularidades muito interessantes, sendo decididamente um smartphone que se mostra capaz e exímio nas funções do dia a dia, com um excelente binómio entre desempenho, funcionalidades e conforto em utilização. E o design é a chave.

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
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