4K ou FullHD?

Estamos no fim de 2016 e muita polémica houve até agora sobre qual a altura ideal para dar o salto para as televisões com resolução 4K.

Algumas perguntas existem na cabeça dos consumidores:

A diferença de preço justifica o futuro novo conteúdo?

A tecnologia está preparada para este salto ou é apenas mais uma estratégia de marketing para nos levar a nós consumidores a gastar mais umas notas do nosso tão árduamente ganho dinheiro?

Já existe contéudo que justifique a aquisição?

Pois se até agora houve dúvidas a resposta neste momento é simples.

Não justifica neste momento comprar uma TV que não seja 4k!

Claro que isto não é uma regra geral e não se aplica decididamente a televisões menores que 55 polegadas.

Apesar de existirem algumas medidas aconselhadas, cada pessoa tem noções e gostos diferentes da distância a que gosta de ver televisão, por isso nada como cada um ajustar ao seu gosto, desde que se sinta confortável com a distância e não haja fadiga visual.

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A distância da televisão ainda é mais crítica quando se trata de uma televisão 4K, visto que a partir de uma dada distância deixamos de conseguir distinguir a diferença de resolução entre uma televisão FullHD e uma 4K, daí a importância do tamanho. 

A indústria cinematográfica está a investir tudo para darmos o salto para o novo formato e se bem que o hardware já estava nas lojas há algum tempo (televisões, AV Receivers, leitores de blurays UHD, para nomear alguns) somente agora o conteúdo 4K começa a surgir, sendo que os críticos esperam que o grande boom seja agora em 2017. O Youtube já tem milhares de horas de conteúdo 4K e inclusive 8K. Temos ainda 2 outras empresas que investiram milhões para mover o mercado para a norma 4K . Netflix e Amazon. Ambas estão a apostar forte no negócio do streaming de conteúdo 4K. Com a finalização das normas de software (HEVC/x265) e o aumento das velocidades de internet disponibilizadas pelos operadores, o 4K veio para ficar. 

Junte-se a isto o facto dos preços das TVs 4k de entrada, já não superarem em alguns casos algumas dezenas de euros a diferença para uma TV FullHD das mesmas dimensões e começam a falhar os argumentos que defendam a compra de uma TV FullHD.

Ainda a somar o fato que as novas televisões evoluiram imenso a nível electrónico, com processadores mais potentes para lidar com o acréscimo de resolução. Esse incremento de poder computacional é utilizado por exemplo para fazer o upscale das resoluções mais baixas. Por outras palavras a imagem é tratada para ficar com o máximo detalhe na resolução nativa da televisão. Ou seja mesmo para conteúdo 1080p ou 720p, vamos ter benefícios de qualidade de imagem relativamente a uma TV FullHD por exemplo.

Na imagem em baixo podemos validar a diferença que existe entre a imagem normal de emissão de tv em formato sd (480p) até ao formato UHD. Clique na imagem para ver o tamanho real.

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O salto qualitativo que as televisões deram nos últimos anos foi impressionante. Desde a palete de cores, à resolução, às normas de HDR, houve uma evolução sem precedentes.

Veja-se o exemplo das normas de cor. As televisões desde os anos 90 até agora utilizam uma norma chamada rec 709. Este sistema de cor é um sistema de 8 bits (2 elevado a 8), o que sem entrar em grandes detalhes técnicos significa que temos uma palete de 256 cores para cada côr primária, ou seja 256 verde x 256 vermelho x 256 azul = 16.7 milhões de cores.

Não sendo de todo um número de desprezar, este universo de cores representa cerca de 40% do que a vista humana consegue ter percepção. É aqui que entra a nova norma rec 2020 que suporta até 12 bits de cor. Com 12 Bits de cor temos 4096 verde x 4096 vermelho x 4096 azul = 68 biliões de cores!!!! 

Que vantagens trás então este tão disparatado aumento no número de cores? Por exemplo, numa transicção de cinzentos conseguimos uma muito mais suave e natural transicção devido ao muito maior número de cinzentos intermédios. A norma rec 2020 representa toda a range de especificações do formato UHDTV, e não apenas as cores. Isto traduzindo por míudos, inclui as especificações das cores, da resolução (4K e8K), HDR, velocidade de refrescamento, entre outras.

Ou seja, uma televisão 4K, não tem apenas mais resolução que uma televisão FullHD. Tem um mundo de evolução tecnológica por trás.

Em baixo uma imagem que ilustra a diferença que o HDR (High Dynamic Range) faz.

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O que nos trás à pergunta: Então e que TV 4K devo comprar?

Este é só por si é um tema gigante e com muitas variáveis. No entanto e por me considerar eu próprio um amante de sistemas Home Theater, sempre achei sensata a regra de comprar a maior televisão possível que obedeça a dois critérios. Obviamente o lado financeiro e o espaço físico onde pôr a televisão. Claro que podem ainda entrar outra variavéis como a concordância da cara metade, a colocação da televisão, etc.

Os preços variam para todos os bolsos, desde os modelos de entrada a começar já abaixo dos 400€ a irem até acima dos 20.000€.

Se está na sua lista de compras de Natal uma televisão 4K, estamos a preparar um artigo que poderá considerar útil para a sua escolha.

Actualização – Poderá ler o artigo aqui.

Hugo Marques

Autor: Hugo Marques

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
Enviar E-Mail para: Hugo Marques

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