E ao 10º aniversário Iphone revoluciona… ou não?

Ontem foi o dia D para os seguidores da marca. A marca fez uma apresentação de tudo. Tudo porque mostrou três novos iPhones, uma nova TV, novo smartwach e até a nova sede. Sim, aquele edifício idealizado para ser diferente, para ter o carisma da marca e ser a sua sede. 

Claro que o foco principal recaiu sobre os novos iPhones e toda a inovação… ou não. Sem apregoar marcas ou sistemas operativos, temos de afirmar que o problema da marca tem sido a pouca inovação, optando por fazer upgrade de algumas funcionalidades e pouco mais, pela fiabilidade e consenso. Certo que nunca descuraram em desempenho versus os seus concorrentes Android, mas esta marca vive de carisma, da sua inovação, do design, da diferenciação a que habituou o utilizador. E tem faltado esse factor. Não há falta de qualidade ou desempenho, mas sim o factor UAU, o diferenciador. E o que a marca tem vindo a apresentar é o que existe, e muitas vezes em modelos Android com alguns meses, ou anos, no mercado. Ontem foram desvendados os três novos modelos, o iPhone 8, o 8 PLUS e o X. 

O iPhone 8 e 8 PLUS, os dois primeiros, são um pouco do mesmo. Não é uma crítica, é a semelhança do design, muda a construção do corpo, que agora recorre a vidro em ambas as faces, sendo duas superfícies espelhadas e abandonando o unibody em alumínio. Ele está lá, mas apenas no chassis, para assegurar robustez. A razão? Os novos iPhone 8 e o Phone 8 Plus passam a suportar a tecnologia de carregamento sem fio, e melhor e até estranho para a marca, são compatíveis com qualquer carregador que suporte a tecnologia Qi, um padrão de mercado utilizado por outras fabricantes.

Surgem com ecrãs de 4,7 e 5,5” e partilham a tecnologia True Tone, um modo inteligente que assegura a melhor luminosidade e cor do ecrã à luz ambiente, assim como desempenho. Estão equipados com a mais recente versão da marca, o A11 Bionic. Este é um passo evolutivo, e diferenciador (finalmente), um hexa-core que combina a eficiência energética ao desempenho, com dois núcleos dedicados ao alto desempenho e quatro à gestão e eficiência energética. A marca anuncia um rendimento superior em 25% nos processadores de alto desempenho, e 75% nos restantes e toda a eficácia energética. Na parte gráfica, o iPhone é exímio. A nova GPU é anunciada como potente e eficiente, com mais 30% de desempenho, ao mesmo tempo que alega conseguir fornecer ‘apenas’ o mesmo desempenho da antecessora com metade da energia.

As câmaras também mantêm a característica posição e semelhança, mas com novos sensores, desenvolvidos para aprimorar a captura de imagem principalmente em baixa luminosidade, mas junta uma nova aptidão, a realidade aumentada. No grande PLUS mantêm-se a câmara dupla, o poder de duas lentes, com sensor duplo de 12mp, uma com abertura f/1,8 e uma grande angular com abertura f/2,8. No ‘pequeno’ iPhone 8 uma única câmara e poucos detalhes, mas assegurando um sensor com estabilização óptica de imagem. 

Mas a estrela seria o iPhone X. Os leaks sobre o design não deixou muito para a surpresa, mas a constatação agradou. Pela primeira vez a Apple dota o seu topo de gama com um ecrã OLED de 5,8” com resolução de 2436×1125 pixels A designação é agora Super Retina Display. Notório é a falta do botão Home. A utilização da quase totalidade da parte frontal obrigou a ajustes e soluções… e à aposentação do botão de início. Mas este factor surtiu necessidades. A Apple solucionou comum toque, um simples toque no ecrã. E a segurança? Reconhecimento facial. Ao ligar o ecrã, o novo X utiliza uma câmara de infra vermelhos e sensor no topo para fazer o reconhecimento facial, ou Face ID. A maneira como a marca explica o funcionamento é o motor neutral, capaz de analisar e processar 600 bilhões (!) por segundo. Anuncia ainda a melhoria, ou diminuição do erro do desbloqueio, com a probabilidade a cair para 1 em 1 milhão. Acrescenta  também o facto de saber lidar com as mudanças diárias do utilizador, seja com o uso de óculos, barba, base das senhoras e afins, etc. Parece aqui ter voltado à genialidade de outrora…mas já existem Androids com reconhecimento facial…

O desempenho recorre ao mesmo processador dos ‘irmãos’ 8 e 8 PLUS, com o processador hexa-core Apple A11 Bionic, a nova GPU desenvolvida pela Apple para o melhor desempenho gráfico e o suporte para carregamento sem fios. 

No capítulo fotográfico existe uma única opção no X, duas lentes (que surgem na vertical) com estabilização óptica de imagem aliadas a um sensor de 12mp, com a ‘normal’ a possuir uma abertura de f/1,8 e grande angular com f/2,4. O flash encontra-se entre lentes e possui quatro LEDs. Nota bastante positiva para a capacidade no vídeo, sendo este iPhone X o primeiro smartphone a gravar a 4K a 60fps, ou câmara lenta a 1080p (FullHD) a 240fps. Já a câmera frontal de 7 megapixels passa a suportar o modo retrato, que desfoca o fundo da imagem.

O iPhone X também possui ainda outras valências para as câmaras, tecnologias que prometem entreter grandes e pequenos. Com a realidade aumentada, pode-se usar máscaras sobre o rosto em tempo real, ao estilo do Snapchat. Ou enviar, pelo iMessage, um animoji, que é basicamente um emoji animado que interage a falar a imitar a nossa voz. 

Como outras características destacamos a conectividade, com o novo X a suporte LTE Gigabit e Bluetooth 5.0. A bateria não têm um número para a cap+acidae, ao invés sobre a duração, e a marca afirma ser capaz de superar em duas horas a do iPhone 7. Para já o carregamento sem fio terá de ser feito através de um dispositivo ‘fora’ Apple, já que a marca ainda procura solução para a o seu AirPower. Este carregador sem fios tem a promessa de recarregar um iPhone, um Apple Watch e os AirPods ao mesmo tempo. Essa tecnologia não é ainda suportada pelo tecnologia Qi, pelo que o atraso cinge-se a conseguir o recurso e torná-lo padrão… espera-se que será lançado em 2018.

O iPhone 8 será vendido nas versões de 64 e 256 GB, com preços entre os 699 e 849 dólares. O iPhone 8 Plus, por sua vez, custará 799 ou 949 dólares, com as mesmas capacidades de armazenamento. A pré-venda nos Estados Unidos começa no dia 15 de setembro, com entregas a partir de 22 de setembro.

O mais exclusivo iPhone X também será vendido nas versões de 64 e 256 GB, mas com valores entre os 999 e 1.149 dólares, respectivamente. A pré-venda inicia-se no dia 27 de outubro, com entrega a partir de 3 de novembro.

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
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