E um ano depois a HUAWEI volta a reinventar a fotografia. Conheça a nova série P20

Mais uma manhã, mais uma viagem, mais novidades. Aceitámos o convite da tecnológica Huawei para irmos a Londres conhecer o novíssimo Huawei P20. Londres? Bem, na realidade o evento de apresentação mundial foi hoje em Paris, mas nós fomos a uma ante-estreia. O sítio era especial, e o local apropriado, pleno de secretismo e a lembrar catacumbas. Porquê? Porque estava no segredo dos deuses, e tivemos o que considero privilégio de uma ante-estreia. E nada pode ser divulgado. Nada! Imagine-se que até um papel assinamos. E isto não é uma critica, muito pelo contrário. O lançamento oficial foi hoje, dia 27 de março, e não faria sentido tudo ser divulgado antecipadamente. E para nós uma sorte, podemos dizer, de podermos ver e até ‘brincar’ durante 45 minutos… e soube a pouco. 

O que muda neste P20? Muito! Primeiro o nome, que salta a numeração lógica, e o P10 dá lugar ao P20. O que se mantêm é o número de modelos desta generosa ‘família’ P,  com o esperado P20 ‘normal’, a versão de gama média P20 Lite e uma nova versão mais premium P20 PRO. Este é um claro substituto do anterior PLUS, mantendo as características do ‘normal’ em termos de processador e outras características, mas acrescenta a terceira lente para zoom, mais bateria e claro, tamanho.

O porquê deste alarido com o P? Esta gama P foi a grande impulsionadora da marca no campo da fotografia, e essa aposta clara mantém-se. Tem por hábito apresentar alguma façanha, e relembramos que foi pioneiro na utilização de duas câmaras traseiras, e posteriormente de uma tão conceituada parceria com a LEICA. E volta a ser pioneiro, com mais uma câmara. Uma aposta na diferença e inovação. A bom abono da verdade, e não sendo ‘vendido’, há que afirmar que sempre que a marca lança um smartphone inclui algo novo. E volta a ser pioneira com algo novo, único e diferenciador. 

Mais detalhes? Assistimos a três experiências diferentes, com um P20 Lite, um P20 ‘normal’ e um novo P20 PRO. Semelhanças? Se existem inúmeras nos maiores P20, o Lite fica pelo design, pela utilização de duas câmaras traseiras (que não LEICA) e estilo. Os maiores P20 e P20 PRO são muito semelhantes, utilizam o mesmo processador Kirin 970 com NPU dedicado, um armazenamento de 128gb, são dual-SIM e possuem os mesmos modos e funcionalidades fotográficas. Mesmo o design de moldura fina, as novas cores e bonitos acabamentos em degradé a que chamam dinâmico são partilhados.

Claro que as diferenças são óbvias, a começar na diferença de tamanho, um ecrã LCD de 5,8 polegadas no HUAWEI P20 e um ecrã OLED de 6,1 polegadas HUAWEI P20 Pro, e quiça a mais importante, a câmara traseira, a nova e terceira câmara traseira. Foi esse o mote para todo o entusiasmo vivido durante a espera pela apresentação. Na parte interior também existem diferenças, caso da memória RAM com 4GB no P20 e 6GB no Huawei P20 Pro, além da capacidade das baterias, culpa do tamanho do dispositivo. O P20 possui uma bateria de 3400mAh e o P20 PRO consegue albergar uma bateria de  4000mAh. Até a certificação e resistência aos elementos é diferente, IP 57 no P20 e IP67 e a capacidade para resistir ao pó e água no P20 PRO.

Retorno à imagem, sabido e pública que é a aposta da marca no campo da fotografia. Foi assumida no P8 com novos modos de fotografia, e no P9 ganhou um novo capítulo, com a parceria LEICA. E tudo mudou, com lentes e modos únicos que aprimoravam a fotografia. No P10 cimentou a aposta e parceria com a LEICA. 

Neste novo P20 PRO dá um passo mais à frente, e surge pela primeira vez no mercado uma câmara tripla Leica e a maior quantidade de pixéis conseguida no sector dos smartphones. Apenas este modelo consegue suportar um sensor RGB de 40MP, ao qual se junta um sensor monocromático de 20MP e ainda um sensor de 8MP com lente telescópica. Inclui ainda uma nova e exclusiva tonalidade LEICA com um ISP dedicado e sensor de temperatura e cor para garantir uma melhor e mais realista reprodução de cores. 

É na terceira câmara que recai a novidade, não descurando as outras, mas a novidade é a inclusão de um sensor de imagem de 1/1,7 polegada e uma nova lente LEICA com zoom ótico de 3x e zoom Híbrido de 5x, uma VARIO-SUMMILUX-H 1:1.6-2.4/27-80ASPH que dá novas possibilidades ao utilizador. Nota ainda para a capacidade que o P20 possui para os ambientes de pouca luz, suportando valores ISO 102400, ou as diferentes aberturas de  f/1.8, f/1.6 e f/2.4, de modo a que cada câmara, de modo independente ou em conjunto, permita obter o melhor detalhe, luz e nitidez.  

 O HUAWEI P20 segue os princípios do seu antecessor, com ‘apenas’ uma câmara dupla LEICA. Mas nota, foi renovada e usa um sensor RGB de 12MP com uma dimensão de pixel de 1,55 μm e um sensor monocromático de 20MP.

A parte inteligente na fotografia é gerada pelo processador Kirin 970. Permite ao HUAWEI P20 e P20 PRO reconhecer mais de 500 cenários em 19 categorias e, de modo autónomo, selecionar modos de fotografia e configurações de câmara apropriadas. Claro que não esquece quem ‘sabe’. Existe o modo profissional e seletivo, onde todos os parâmetros e valores podem ser ajustados pela mão do utilizador. O que experimentámos? Houve dois modos que se destacaram na parte da fotografia: o modo noturno e o modo 3D. A experiência do modo noturno levou-nos a uma câmara escura, daquelas em que todas as paredes pareciam breu, negro, onde somente pequenas luzes pareciam formar algo numa forma longínqua. Seis segundos a pressionar o botão e sem qualquer tripé, tão indispensável (até agora) para fotografar de noite. A cada take, a imagem no ecrã ia ganhando forma e evidência, luzes e formas da torre Eiffel perfeitamente nítidas e focadas, sem os rastos de luz habituais e sem usarmos apoio, tripé. E o olho humano não conseguia ver! 

O outro modo é o 3D de retrato, único e que possibilita de modo fácil tirar uma foto ao rosto e, depois de reconhecido, surgir já recortado num fundo negro e melhor, com ajustes de toda a luminosidade sobre o rosto. Uma ‘simples esfera’ que surge no ecrã que na realidade é o ponto de luz, e pode ser levado a qualquer ponto do ecrã, conseguindo melhoramentos realísticos através dos recursos 3D, elevando ou iluminando os pontos do rosto, tom da pele e alguns detalhes faciais.

Existem também outras características ou funcionalidades herdadas do maior MATE 10 PRO, como o modo PC Mode, que permite a ligação através de um ‘simples’ cabo ao PC, e a exclusão da entrada jack 3,5. Confesso que sou adepto do tradicional jack, mas aqui a marca junta uns auscultadores in-ear para a entrada USB-C e a promessa de som stereo com isolamento de ruído. 

O design ficou para o fim e aqui confesso ter alguma reticências. Mau, feio, pobre? Não. É extremamente elegante e apelativo. A forma ergonómica permite manusear à vontade, além que a forma esconde o tamanho, num equilíbrio entre tamanho e aproveitamento de toda a superfície. Na nossa opinião apenas se distancia dos anteriores, não existe um traço familiar evidente como aconteceu entre os P8, P9 e P10. Linhas ou pormenores, como a faixa que separava e demarcava as câmaras traseiras. Não, aqui a marca aproximou-se dos demais e num design já repetido por outros acrescenta o notch ou a câmara saliente na vertical. E a marca já não precisa de se parecer, a HUAWEI já conquistou o mercado pelas suas valências próprias. Não é mais uma chinesa, é a HUAWEI. Analogias à parte, comparo a HUAWEI (que é uma empresa jovem) a uma ‘criança’, que segue um percurso de vida. Neste caso com orgulho, de crescer de uma forma sustentada, com passos fundamentados, inteligentes e bem apoiados (no caso com parcerias com a  LEICA, PORSCHE ou PANTONE). A HUAWEI tem tido a audácia de não ter medo, e isso tem sido notório ao longo das suas apresentações anuais, de inovar, de procurar acrescentar algo diferente aos seus smartphones. Apenas precisa de dar outro ‘click’ no design, tem de perceber que não precisa de olhar para o lado, apenas fazer como já nos provou ser capaz , como fez com o MATE 10 PRO, um exemplo dessa capacidade e diferente em estilo e em cor. 

A gama P já se encontra à venda nas cores Preto, Azul, Rosa e Twilight, uma cor diferente e misteriosa num misto de roxo com azul. Já os preços são díspares, 369,99€ na versão HUAWEI P20 Lite, 649,99€ no Huawei P20 e finalmente 899,99€ para o Huawei P20 Pro, o único que só chegará às lojas em meados de abril, a partir da segunda quinzena desse mês. 

 

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
Enviar E-Mail para: Óscar Rocha

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