Fomos conhecer o ecossistema Android

O Motores& Tecnologia esteve numa vertente diferente, a ouvir falar sobre o Android. Ocorreu em Lisboa o AndroidInnovation Day, um dia único onde se fala e pensa Android. Coube a Bernardo Correia, Country Manager para Portugal, abrir as hostes, falando sobre os valores da Google, as expectativas superadas e o impacto, não só em Portugal, mas no mundo inteiro. O principal foco foi para o mobile, e tudo o que urge em redor deste ecossistema Android. O impacto, estima-se, são 500 mil pessoas empregadas na Europa.

O próprio Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, marcou presença e enalteceu o papel do Android na indústria, além do próprio papel do governo no apoio às empresas. Falou um pouco das startups e nas incubadoras que surgiram, e que se vão gerando, com fundos e apoios governamentais para tentar crescer no mercado global. O Secretário apregoa existirem candidaturas, que comprovam a aposta em Portugal e a tentativa de cativar investimento, sendo que Lisboa é o alvo preferencial. É já a quinta maior cidade da Europa com Startups. E destaca o Programa Semente que tem o intuito de cativar mais investimento em Startup, oferecendo benefícios fiscais a investidores que apoiem projectos entre 2000 e 100 mil euros, podem usufruir de benefícios fiscais num valor máximo de 100 mil euros. 

Já Nicklas Lundblad, Vice Presidente de Políticas Públicas e Relações Governamentais da Google EMEA, explica e brinca um pouco mais sobre o Android. E usa uma expressão que sustenta o crescimento: ‘mesmo que tentemos resolver um problema, e falhemos, resolvemos muitos outros problemas no processo. E será isso uma falha? Ou um aproveitar de recursos e métodos, e tirar algo positivo de uma falha’.

O Android é isso tudo, tentar resolver os problemas actuais com novas soluções, tirar proveito do processo e aprender a cada passo. A ascenção do Android veio resolver muitos desses problemas, e realça que, em 2006, apenas 1% das pessoas tinha um smartphone? Hoje? Em Portugal 60% da população já possui um, dois ou mais dispositivos conectados.

android

 

É esta a dimensão de uma empresa como a Google, e do seu sistema operativo. Criado em 2007, conseguiu um novo paradigma no desenvolvimento liberalizado, sustentado pelo código aberto, uma mais valia que permitiu o desenvolvimento livre e sem custos por parte dos fabricantes. E este facto fascinou-nos: a Google ‘ofereceu’ toda a base, cedeu toda a ferramenta para developers e marcas criarem a sua versão de um sistema. E pode não ter qualquer referência, marca, aplicação ou semelhança ao Android ou Google. Utiliza apenas o Kernel base, e de borla. É de facto um mérito que a Google tem. E significou um boom de dispositivos e marcas.

Criou sim uma nova abertura no mercado para developers e empresas, que puderam construir o sua própria versão, em prol do funcionamento e do desempenho, criando novas funcionalidades propícias ao negócio. E este factor reflecte-se em novas empresas que surgem a cada dia para aproveitar o mundo Android, e o seu público alvo, gerando negócio…que gera concorrência. E isso significa uma diversidade de dispositivos e preços. Surgiram gamas de smartphones e valores: 45€ é o preço mais baixo de um smartphone Android, ao passo que na gama alta a média ronda os 495€. Nota, claro, para alguns flaships que atingem 800€, mas esse é um segmento bem alto, e falamos na média. 

Outros números que ficaram bem patentes: em Portugal, 60% da população já possui smartphone,  50% das pesquisas no Google já são feitas por intermédio de dispositivos mobile, ao invés de PC, e o próprio Youtube, que passou a ser mais consultado no mobile, ultrapassando as visualizações em PC. Na maioria dos dispositivos no mercado, apenas 29% das aplicações pré-instaladas são da Google. As restantes 71% são de fabricantes, operadores móveis e outras empresas. Imagine-se que existem quase 1300 marcas que produziram mais de 24000 dispositivos Android diferentes!

Sendo este dia o nomenclado Innovation Day, figuravam lado a lado diferentes empresas ou plataforma dispostas a mostrar um pouco do seu ‘mundo’. O projecto Tango estava junto ao Google Cardboard, e deixava explorar um mundo de ‘réguas’ e brincadeiras num espaço. Esta aplicação lê e mede o espaço físico que tem, e cria dispõe brincadeiras com animais ou objectos. Pode até servir de planeamento para imaginarmos, vermos o móvel que desejamos na assoalhada antes de o comprar. Também estavam presentes algumas empresas portuguesas como a MeshApp, que se dedica a criar aplicações baseadas nos produtos, temas e categorias de cada empresa, a detentora de parquímetros EMEL com a sua aplicação móvel, a agência digital ThinkPink, ou a Mimicry Games, com sede na Holanda mas com os developers assentes num estúdio em Coimbra. 

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
Enviar E-Mail para: Óscar Rocha

%d bloggers like this:

Ao continuar a navegar em mtech.com.pt, aceita a utilização de cookies. mais informação

As definições de cookies neste website estão em "permitir cookies" de modo a propiciar a melhor experiência de navegação possível, Se continuar a navegar neste website sem alterar as definições dos cookies, ou se clicar em Aceitar estará a consentir a utilização de cookies.

Fechar