Honda desvenda CIVIC

A Honda revelou a décima geração do seu CIVIC. E o que dizer? Muito e pouco.  O muito relaciona-se com o exterior. Não há semelhanças, e diferente é apenas um adjectivo, assim como consensual. O facto é que a Honda reclama ser o modelo com a melhor dinâmica e sofisticação de sempre.

Este modelo tem uma história na marca japonesa, e foi culpado de um legado deixado nos mercados internacionais, pelas suas características, performance e design, com linhas e arrojo. Eu sou um saudoso ex-proprietário de um Civic 1.6 esi de 1992, e não só me convenceu com o nível de equipamento e performance para a altura, como nas suas linhas, que ainda hoje parecem actuais…e  envergonham muitos. 

E é aqui que existe muito a dizer do novo Civic. É diferente e arrojado, mas ao mesmo tempo longe das linhas de todos os seus predecessores, e está longe de ser consensual. Mas pelo menos acrescenta originalidade. É maior, e em certos ângulos parece mesmo exagerar em pormenores e arrojo. Claro está, é uma questão de gosto, e somos todos diferentes. Com o novo Civic a marca parece querer virar uma página, e singrar neste segmento médio, longe dos seus congéneres, com um novo caminho entre design e performance. Lembra-me a estratégia da oitava geração do modelo, que surgiu evoluído, diferente e muito arrojado, talvez demasiado para a época. A recepção do mercado levou a mudanças, boas, e acabou por ser inovador, diferente e muito bem ‘apessoado’. É isto que esperamos do novo Civic.

Na construção e dimensões, a Honda conseguiu um feito, ao implementar em toda a estrutura uma nova metodologia de construção, que combina uma maior dimensão com solidez, com o mérito de reduzir o peso. Este factor foi possível graças a uma criteriosa escolha de materiais, aliada ao processo de fabrico que, tudo junto, permitiu retirar 16kg em relação ao anterior modelo, mas com um incremento de 52% na rigidez torsional.

Ainda no exterior, é notório que cresceu face ao modelo anterior,  somando 14 centímetros no comprimento e três centímetros na largura, o que significa que chega agora aos 4,5 metros de comprimento, um dos maiores do segmento. E se está maior, possui mais espaço interior. Também foi totalmente redesenhado e surge totalmente díspare dos antecessores, na nossa opinião mais agradável à vista e mais arrumado. Aqui a marca manteve a boa qualidade e consenso, dando primazia ao conforto, pormenores, conforto e muita tecnologia. 

Este capítulo assume cada vez mais importância nos construtores, não apenas em entretenimento, mas na segurança. No entretenimento existe o óbvio, e bom, touchscreen de 7” potenciado por um processador Nvidia Tegra 3 específico, uma loja própria de aplicações ( Honda App Center) e compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto. Permite a visualização de parâmetros, modos, rádios ou mesmo do sistema de climatização. Sob o mesmo a marca ‘arranjou’ um espaço dedicado a carregamento sem fios para telemóvel, incluiu entradas USB e HDMI para vídeo, bem como uma tomada de 12 volts.

Já para o importante questão de segurança, o novo Honda Civic inclui diversa tecnologia, destacando-se o Honda Sensing, um sistema composto por uma câmara frontal e um ‘radar’, que funcionam em sintonia na estrada, identificando peões ou objectos na faixa de rodagem, e consequente desaceleração, ou travagem, de modo autónomo. Mas há mais tecnologia de série: um novo sistema de manutenção na faixa de rodagem capaz de funcionar e aplicar correcções na direcção também de modo autónomo, possui reconhecimento de sinais de trânsito, além de um limitador inteligente de velocidade que ajusta a velocidade em função da distância de segurança em relação aos restantes veículos na faixa de rodagem. 

O pouco, como dissemos no início, está reservado ao capítulo das motorizações do novo CIVIC. A Honda, uma das maiores especialistas em motores a quatro tempos, dotou o novo Civic com apenas (para já) duas novas motorizações a gasolina, um três cilindros com 1.0 de cilindrada, e um quatro cilindros com 1.5 de cilindrada. Estão na senda dessas novas motorizações a gasolina que tem vindo a surgir no mercado, que aliam baixa cilindrada, sobrealimentação, potência e baixos consumos, capazes de ombrear com alguns diesel. Os motores do novo CIVIC partilham a sobrealimentação, vulgo turbo com baixa inércia sem geometria variável, a injecção directa, o já histórico sistema i-VTEC e uma caixa de seis velocidades.

O tricilíndrico anuncia a potência máxima de 129 CV às 5500 rpm, alegando um binário de 200 Nm às 2250 rpm. O consumo médio é de 4,8 l/100 km e as emissões de 110 gr de CO2.

O quatro cilindros atinge às 5500 rpm a potência máxima de 182 CV,  e 240 Nm de binário entre as 1900 e as 5000 rpm. O consumo é de 5,8 l/100 km e as emissões de CO2 são de 133 gr/km.

Para já são as motorizações disponíveis, mas a marca anuncia para dezembro o conhecido bloco 1.6 i-CTDI para a variante a diesel, com carroçaria de 4 e 5 portas.

O novo Honda Civic está disponível com preços a partir de 25 530 euros para a versão de 1,0 litros, enquanto o 1.5 litros tem preços a partir de 32.710 euros.

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
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