Huawei P10, um smartphone apaixonante

Tivemos à experiência um Huawei P10, e o que há para dizer? Sou uma admirador confesso da marca, e tive a sorte de a ver ‘crescer’ desde o modelo P1. Por isso é justo dizer que presenciei a evolução na qualidade e construção, mas mais importante, assisti a um rol de soluções e inovações com que a marca presenteou o mercado. E em cada dispositivo desta família surgiu pelo menos uma nova característica, pormenores que afirmaram a marca. 

O novo P10 é um exemplo de como a marca cresceu e soube lidar com o mercado, e utilizadores. E sou peremptório, este P10 ‘apaixona’. E este termo pode parecer demasiado, mas existem inúmeros factores para nos fazer querer um dispositivo: design, capacidades e funcionalidades, desempenho e claro, o preço. Aqui está a questão. Comecemos pelo corpo metálico, que surge como uma nova linhagem para a marca, para esta gama, e fica-lhe tão bem. Diferencia-o do antecessor, pode haver pormenores, mas separa. E havia o risco de suceder a esse sucesso que foi (e é) o P9. O design separa, e acrescenta qualidade. OK, não serei hipócrita a dizer que o design é novo no mercado, mas também não é igual. A forma lembra outros, que imitaram e passaram a ser imitados, e agora parece que este mercado é um rol de imitações. Mas é na originalidade, pormenores, alguma descrição, mais parcerias e muito controlo de qualidade que diferenciam este dispositivo. Certo é que este Huawei P10 conquistou, e não tem ‘vergonha’ de ser Premium. Ganhou imediatamente prémios e bateu recordes em pré-venda. Sorte? Não querendo ser tendencioso… mas basta olhar para a história da marca!

As laterais perdem o corte e a lista de cor metálica que contornava a lateral. O novo P10 surge com uma nova curva mais pronunciada nas laterais, e que acompanham toda a linha. Não só fica bem visualmente, como o torna muito confortável no manuseio. A parte frontal é maioritariamente ocupada pelo ecrã de 5,1’’, ou 5,5” na versão PLUS, que recorre ao Gorilla Glass 5 (o nível máximo de protecção), mas com uma novidade: o botão home. Lembro-me de na apresentação criticar aquilo que achava uma estranha mudança, o sensor de impressões digitais que passou a estar incorporado na parte frontal do equipamento. Confesso que criou diferença ao início, mas é algo que se aprende, mais quando possui novas funcionalidades, e permite até esconder os habituais botões do Android. Deslizar o dedo nesse botão dá acesso às aplicações mais recentes, ou o regresso ao ecrã principal. Já deslizar o dedo para cima permite aceder ao Google Now. 

Eu aprendi a gostar, além de reconhecer o uso para algumas situações, exemplo do suporte que uso no carro e que deste modo frontal me permite o desbloqueio de modo imediato. E acredite, é mesmo imediato, quase nem é preciso encostar o dedo, tamanha a rapidez e a veracidade da leitura biométrica. Nunca experimentamos nada assim. Mas, e há sempre um mas, houve uma situação em que tive dificuldade, confesso: na prática de corrida e no uso da braçadeira para transportar o P10. Se necessitarmos de aceder ao smartphone, o botão não reconhece o dedo, visto ter uma camada de plástico sobre ela. Mas resolve-se com o botão lateral e PIN. 

A traseira é limpa, e mesmo o pormenor superior, a faixa que o distingue dos demais surge menos realçada. Desta forma existe um maior destaque naquela que é a maior valência deste P10, a dupla câmara Leica. É algo que todos deveriam experimentar, e começa a ser ridículo o nível, a capacidade que se é capaz de obter com um smartphone, com um P10. É um passo enorme, e uma evolução da anterior parelha de lentes já incluídas no pioneiro P9, o primeiro smartphone do mercado a utilizar duas câmaras. Desta feita a Huawei aumentou a fasquia com novos sensores, incorporando um sensor de 12 MP RGB e outro de 20 MP Monocromático com abertura f/2.2, OIS e flash de duplo tom. Mesmo a câmara frontal mudou, e recorre agora também ao cunho Leica e inclui um sensor de 8 MP com abertura f/1.9.

Não só inclui componentes, como recebeu toda a mestria Leica na gestão da fotografia, com modos e ajustes manuais, e os (que parecem ser infindáveis) filtros. Os pârametros podem ser relacionados e ajustados à altura, momento, desde valores ISO,à abertura, exposição, modo de captura e até formato, permitindo capturar imagens em formato RAW, algo muito apreciado por profissionais. 

 

No desempenho não descurou, e estava um pouco curioso pela ‘bomba’, o Kirin 960, processador da própria casa e o mesmo que equipa o Mate 9. É um processador que pertence à divisão da Huawei, uma combinação entre 4 processadores Cortex-A73 a 2.4 GHz , e 4 Cortex-A53 a 1.8 GHz, que o tornam uma referência na performance e no desempenho gráfico, pela inclusão da GPU Mali-G71 MP8. E boa nota para a boa gestão energética, assegurando maior autonomia. Surgiu um pouco de aquecimento, confesso, num simulador de vôo (Take Off), mas nunca comprometeu o desempenho, e posteriormente testamos em outros dispositivos e sucedeu o mesmo. Penso que, e não tendo conseguido resposta, deve-se ao ‘enclausuramento’ de hardware. A procura da menor espessura versus tudo e mais qualquer coisa , vulgo capacidades e desempenho, obrigam a um trabalho extra de diferentes componentes, e isso gera calor… e o corpo sendo totalmente fechado, não permite dissipar como seria desejado. Mas nota, é um jogo extremo de grande esforço, e não notamos qualquer quebra, nem nos restantes com que brincamos, sem registo de problema algum.

No capítulo das características resta o armazenamento, 64 GB de armazenamento com expansão por cartão microSD até 256GB, possui 4Gb de RAM no Huawei P10. O ‘Grande’ PLUS chega com 6GB RAM e 128GB memória interna, também expansível com micro SD até 256GB.

Outro factor que gostei é toda a interface. Já dispõe da versão Nougat, ou Android 7, sobreposta pela interface própria da marca, a EMUI 5.1. Já inclui diferentes temas e permite fazer o download de mais. Este EMUI surge mais uniforme e simples, não existem coisas a mais, há sim a simplificação, com acesso fácil, sem muito ruído e a ajudar a tirar partido do dispositivo. Nota ainda que a marca continua a não mostrar no ecrã inicial o AppDrawer, aquele botão que esconde todas as aplicações do dispositivo. Mas, se preferir, basta aceder às ferramentas e facilmente pode optar por essa variante. Quanto à funcionalidade do EMUI, parece mais evoluído e fácil de entender, gosto das cores e da capacidade para personalizar cada tema, assim como a permissa para descarregar mais. A facto de ser um meio termo entre Android, com funcionalidades e Widget, e o visual do iOS, permite o melhor de dois mundos, e muita facilidade de interação.

O factor preço também tem aqui algum peso. Certo que a marca pela primeira vez sobe a fasquia, mas certo é que também subiu tudo o que se relaciona com este modelo, seja qualidade de construção, funcionalidades e desempenho. E isso paga-se. Mas mesmo este factor não tem tanto peso quando se fala da concorrência, quase toda com um nível de preço superior, e alguns chegam a assustar. E isso recai a favor do P10. 

O Huawei P10 tem um PVP de 659,90€ e está disponível nas cores Graphite Black, Prestige Gold e Dazzling Blue, já o irmão grande, o PLUS, tem um PVP de 799,90€, nas cores Graphite Black e Dazzling Gold.

Algumas fotos captadas

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
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