Huawei P9 ultrapassa a barreira dos 10 milhões

É um facto, é um recorde e algo de que a marca chinesa se deve orgulhar: 10 milhões de dispositivos Huawei P9 e P9 Plus vendidos a nível mundial. Tornou-se na primeira série de flagships da Huawei a atingir esta marca, o que constitui um marco e a consolidação da Huawei, tanto a nível de produto como de marca, nos mercados internacionais. A própria ‘imagem’ da marca mudou, deixando para trás o estigma de marca ‘apenas’ chinesa, para ser a Huawei, com dispositivos consolidados no segmento premium.  

Este P9 tem muito mérito, um smartphone que surgiu no ano de 2016 e rapidamente se tornou num flagship desejado, mercê do design e características. Poderíamos dizer, e vincar, que este P9 é resultado de um processo longo, resultante de uma gama que tem sabido ‘crescer’ e acrescentar funcionalidades ao longo das suas gerações. E também da inteligência da marca. É evidente a necessidade de inovar, mas existe a clara dificuldade em trazer algo novo para o mercado no mundo dos smartphones. E este foi o passo inteligente da Huawei, ao criar parcerias que acrescentassem nome, especificações e carisma. 

Este P9, se precisasse de uma mais valia, teríamos de salientar a parceria com a Leica. A marca ‘adoptou’ uma marca de renome para um dos aspectos mais procurados e dedicados num smartphone, a fotografia. Não só lhe permitiu incluir lentes provenientes dessa casa de excelência fotográfica, como os seus modos dedicados à captação de imagem. E as lentes justificaram a escolha, mostrando a importância da lente em detrimento de uma maior abertura. Com apenas f2, envergonha os concorrentes em zonas de baixa luminosidade, apesar das maiores aberturas.

O ‘resto’ resume-se a uma conjugação de hardware de gama alta, com o mérito de ser tudo trabalhado, produzido pela marca. A excepção cabe apenas no campo fotográfico, sendo as lentes da já mencionada Leica, e o sensor Sony. A Huawei tem o proveito e mérito de desenhar, fabricar e construir todos os componentes, inclusive o processador que tão boa conta dá no desempenho

Os resultados, que consolidaram a parceria e a aposta em novos dispositivos como o Mate 9 (que junta também a nova parceria com a Porsche), são reveladores. A popularidade traduziu-se em dados concretos, mostrando que só no terceiro trimestre de 2016 a Huawei exportou 33,59 milhões de smartphones, o que significa um incremento de 23% face ao ano anterior, com os dispositivos de gama média-alta a representarem cerca de 44% do total de unidades exportadas. A quota de mercado da marca é agora acima de 15% em 30 países, e abaixo 20% em 20 países, tendo feito ainda avanços substanciais em mercados chave como o Reino Unido, França e Alemanha. De acordo com os resultados financeiros do primeiro semestre de 2016, as vendas chegaram perto de 77,4 bilhões de Renmimbis, a moeda oficial da República Popular da China, mais 41% do que os resultados no mesmo período em 2015, e a taxa de crescimento dos mercados fora da China foi 1,6 vezes superior do que na região da Grande China.

Parabéns Huawei.

 

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
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