LG levou-nos à conversa com Ricardo Diniz, um ‘senhor dos mares’.

Esta semana tivemos o convite da parte da LG para conhecer e ter alguns minutos de conversa com Ricardo Diniz, um verdadeiro ‘senhor dos mares’. O motivo centrava-se na parceria entre a marca tecnológica e Ricardo, naquela que é mais uma aventura transatlântica, ou missão, do navegador solitário, a Ostar Race (Original Singlehanded Transatlantic Race). Este feito terá início no dia 29 de maio no porto de Plymouth (Inglaterra), e chegada prevista para finais de junho a Newport (EUA), com a duração prevista de 23 dias.  

É confiante, simpático, de um sorriso fácil e um comunicador nato, herança que quiçá foi buscar ao pai, jornalista. Cativante nas palavras, apregoa o orgulho em levar a bandeira por mares afora naquilo que acredita ser a sua missão, trabalho. Prazer não, porque isso vai buscar no surf ou no bodysurf, nome para as famosas carreirinhas, ou não fosse oriundo da Caparica. E é dessa localidade que provém a paixão pelo mar, e sonho ainda não realizado, de dar a volta ao mundo. Coisas da vida, mas as milhas amealhadas já superam esse feito em triplicado… quem sabe há-de chegar o dia.

Mas não se ficou por ali, na Caparica, e por devaneios da vida ou ambição, andou a ‘passear’ por Inglaterra e chegou ao Mónaco. Certo é que tudo tem barcos pelo meio, e esta é mais uma história de barcos. Curiosa a transformação da face de Ricardo, na facilidade de mudança no seu semblante ao falar da sua missão e de toda a convicção que o move. O sorriso dá azo a palavras sérias, não descurando um sorriso quando o merece, mas é firme nas palavras para descrever os motivos ou o próprio barco, outro dos seus orgulhos. 

É nele que assenta a responsabilidade de transpor um oceano tão difícil ou perigoso como o Atlântico Norte, seja pelas marés ou pelos prováveis icebergs. Nele, o barco, e em toda a panóplia de equipamento que necessita para navegar ou comunicar com o mundo em redor, num misto entre definir ou consultar rotas, condições atmosféricas, e as necessárias comunicações com o exterior. Perguntá-mos se tinha medo? Não, respeito! E muita motivação e vontade. No capítulo da motivação a resposta é clara e a mesma que o levou a embarcar noutras missões, levar Portugal e a nossa língua nesses mares. Nesta Ostar Race acrescenta ainda mais um motivo, o orgulho em ser o primeiro português a participar nesta expedição que tem como conceitoOne man-One boat”. Este homem solitário dos mares entra deste modo num restrito leque de homens que entraram nesta corrida. 

O barco agora baptizado de Taylor325 possui 60 pés, longo, esguio e robusto para cruzar e vencer ondas. Mas não teve vida fácil! Abandonado em terras francesas, em La Rochelle, foi descoberto entre conversas por Ricardo, que cedo de ’embeicou’, e não descansou até o adquirir. Foram necessárias muitas conversas de café, ao jeito de investigação, para descobrir o porquê de tal acto, ou proprietário. A aquisição realizou-se, mas necessitou posteriormente de 312 pessoas, um recurso necessário para fazer o total restauro. Hoje olhamos e percebe-se porquê.

É imponente, bonito e capaz. O exterior longo esconde o cubículo que é o interior. Não há espaço a mais ou menos, apenas o necessário. Uma cama que parece um buraco, uma consola de ecrãs e comandos e por fim uma cadeira tripartida, que lhe permite descansar os olhos somente 15 minutos de cada vez, ‘um luxo’. É pouco, mas o exigido pelo mar, isto para precaver desaforos como ventos, saídas de rota, alguma embarcação ou piratas. E já lhe aconteceu, lembra Ricardo, com palavras trocadas no rádio na costa africana, muito mais susceptível ao facto. 

No meio de risos e curiosidades sobre o sono, lembra a viagem a Dakar, onde dormiu 10 horas… em 15 dias! Porque naquele barco, e neste mar, só está ele. Afirma ser difícil, mas é necessária uma disciplina pouco vulgar, o modo militar como gosta de apelidar. Possui regras e exige procedimentos, e embora o urso de peluche que ostenta na consola lhe traga lembranças, deste modo tenta relegar emoções ou saudades que o poderiam ‘enfraquecer’, para se concentrar apenas no necessário, a viagem.

Mas a viagem tem requerimentos, em diferentes modos. E aqui entra a parceria tecnológica com a LG. A LG disponibilizou um conjunto de equipamentos que tornarão o dia-a-dia da sua viagem mais agradável e simples. Foi a resposta da LG à necessidade de dotar este Taylor325, e Ricardo Diniz, com toda a instrumentação necessária à localização, comunicações e algum lazer. Lazer? Bem, é mais tentar esquecer os minutos sozinhos, ou mesmo pancadas no casco. Nós explicamos. Começando pelo capítulo sonoro, encontramos dois dispositivos: a coluna bluetooth Sound Candle PH3 e o Headset LG Tone Sport. Razões? A coluna permite desfrutar de toda a qualidade no ambiente possível da cabine, fazendo esquecer as horas. O Headset é o topo. Possui responsabilidades inerentes e alargadas, em muito pelas suas capacidades. Ergonómico e sem fios, não só permite usufruir de todo potencial sonoro da lista musical, como acumula a função de abstrair Ricardo dos sons provocados pelos impactos repetidos pelas ondas em alto mar. As suas almofadas, borrachas, e o próprio desenho permitem um ajuste ao ouvido, e consequente insonorização. A razão prende-se com as horas, dias, semanas isolados com o mar… a levar pancada. Esse é, segundo Ricardo Diniz, um dos principais factores para o fracasso nos mares, o stress pelos muitos sons e pancadas, que por vezes se tornam ensurdecedoras. 

Na parte inerente à navegabilidade e toda gestão, o Taylor325 possui o suporte técnico através de um LG GRAM, um novo laptop ultraleve embutido sob a mesa de monitores e gestão. Porque é importante não só ter desempenho como o menor peso, e acredite, este parece uma ‘sample’ de loja. Surreal! A LG acrescentou ainda um monitor LG no interior, um tablet GPAD com suporte LTE 4G que permite estar na no exterior e controlar todos os parâmetros inerentes à navegação, um sui generis teclado bluetoth LG Rolly 2 que se enrola em formato pentagonal, e uma câmara LG 360° para gravar toda a acção e os momentos que irá encontrar nesta travessia, com consequente partilha. Por fim, e para um contacto mais próximo e comunicações de topo, um novíssimo LG G6.

Resta desejar uma boa viagem a Ricardo Diniz, e que eleve mais uma vez a nossa bandeira.

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
Enviar E-Mail para: Óscar Rocha

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