Olympus OM-D E-M1 MKII

Mostrar algo único num ambiente único. Foi essa a pretensão da Olympus quando fez o convite à imprensa para conhecer a sua nova E-M1 MKII num lugar tão especial como bonito, o Palácio de Monserrate em Sintra.

Inserida na gama das Micro Quatro Terços, esta nova máquina fotográfica ganha importância no portfólio da marca, e ascende a flagship. E a Olympus assegura não existir nenhuma outra OM-D semelhante à E-M1 Mark II.

Curioso é o facto de não estar muito distante do primeiro modelo, lançado em 2013, no que respeita ao design, ou na disposição dos comandos, de modo semelhante e familiar. Será para criar um legado? Certo que existem apenas algumas mudanças subtis e obrigatórias, onde se insere a pega ligeiramente maior para ajudar no grip, um novo ecrã touchscreen articulado que permite brincadeiras, selfies e ângulos e perspectivas diferentes, e no slot para cartões passa a suportar uma dupla de cartões SD. 

As maiores diferenças surgem no interior, onde surge apetrechada com novas tecnologias que almejam chegar aos profissionais. O desempenho tem um papel fundamental e para isso a Olympus dotou a OM-D com um sensor de imagem Live MOS de nova geração com 20,4mp efectivos e um processador de imagem TruePic VII. 

E são exímios na rapidez de processamento de imagem, o que coloca pressão no foco. A Olympus resolveu a questão dotando-a de mais tecnologia: um sistema AF avançado com disparo sequencial de alta velocidade, focagem automática contínua (C-AF) de até 18 fps, focagem automática simples (S-AF) de até 60 fp e o Pro Capture, para disparo sem atrasos. Nota que na ficha, não confirma-mos, fala em 121 pontos de áreas de focagem, ou (pasme-se) 800 áreas em Modo de Visão Ampliada.

Claro que a fotografia final depende do desejo, necessidade ou motivo, e há modos que ajudam e podem complementar, como o  Live Bulb, que permite observar a capturar tempos de exposição extra longos.

Inclui também o modo HDR (High Dynamic Range) com modo de pré-visualização para que, antes de captar a foto, nos certifiquemos no visor que tem o tom ou detalhe desejado. Acrescenta tecnologia de luminosidade e correcção de temperatura de cor, ambas com sete níveis (aproximadamente), modo de Compensação da exposição e Bracketing da exposição, além de todos os filtros artísticos. A E-M1 inclui filtro Arte Pop, Foco Suave, Cor Suave e Clara, Tom Claro, Filme, Granulado, Pinhole, Diorama, Processo Cruzado, Tom Dramático, Sépia, Suave, Contorno,s Aguarela, Vintage e finalmente Cor Parcial. 

A sensibilidade ISO oscila consoante a opção, sendo que em modo automático atinge o máximo de 6400, e 64-25 600 num modo manual.

Outra das novidades é o campo vídeo, com a E-M1 II a incorporar tecnologia Digital Cinema Standard 4K, quatro vezes mais resolução que a sua antecessora.  

Como outros aspectos salientamos o corpo, produzido com recurso a magnésio e revestido a borracha que a tornam resistente e impermeável, certificação para resistir aos elementos atmosféricos. Já na capacidade para disparar, a bateria permite aproximadamente 440 fotografias. No capítulo da conectividade e acessórios, a E-M1 II possui entrada para auscultadores, microfone externo, comando remoto, flash externo, entrada USB 3.0 e HDMI.  

A E-M1 II possui um conjunto de 65 lentes disponíveis, para complementar a necessidade e versatilidade obrigatória numa flagship. Inclui todas as lentes Micro Four Thirds e, através de um adaptador, poderá usufruir também de todas as lentes Four Thirds.

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
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