Que saber para a nova TV?
LCD TVs
LED TV – A esmagadora maioria de TVs existentes no momento são LED TV ou LCDs. Se bem que os LED TV sejam uma evolução dos LCDs existe uma geração a separá-los e com vantagens que já vamos enunciar.
Como já referi, os televisores LED são os mais populares, principalmente porque a tecnologia vulgarizou-se e os preços desceram para valores bastante modestos.
Quer isto dizer que podemos encontrar televisores LCD/LED, com tamanhos pequenos, a partir de uns modestos 120€. Isto para um tamanho de 20”. Será talvez o tamanho indicado para ter por exemplo na cozinha. Os valores podem subir até níveis completamente exorbitantes como por exemplo a Samsung UE 105” a custar para cima de 80.000€.
Se bem que o aumento do tamanho da televisão por norma está associado a um preço, nem sempre este valor é proporcional. E isto reflecte-se no material utilizado na construção. Algumas marcas chinesas, por exemplo, apresentam televisões de 65” a preço inferior que outras marcas mais conhecidas vendem os modelos de 50”. Temos de ter cuidado porque lá diz o ditado “Galinha gorda por pouco dinheiro…”
Algumas das causas para esta disparidade de preços, tem muito a ver com os componentes electrónicos de fraca qualidade e pelo pouco ou quase inexistente controle de qualidade à saída da fábrica.
Não quero com isto dizer que todos os produtos chineses são fracos, até porque existem fabricantes chineses empenhados em mudar este estereótipo e a aplicarem-se nos produtos que comercializam.
A prova disso é a emergente saga de telemóveis de marcas como por exemplo a Huawei ou a Xiaomi, cuja qualidade está ao par das melhores marcas como Samsung, LG, Sony entre outras.

Voltando ao tema, e pegando na tecnologia LCD/LED, vamos ver então como funciona.
Um LCD é basicamente composto por 2 secções: Uma fonte de luz e uma matriz de LCDs que, ao filtrar a luz, vai provocar as cores que são expostas, formando a imagem. A matriz de LCDs é composta por 3 grelhas LCD sobrepostas. Cada uma destas grelhas tem uma das 3 cores primárias. A luz ao passar pela matriz consoante a orientação de cada uma das grelhas (a deixar passar a luz ou a bloqueá-la) é apresentada no ecrã com uma determinada cor. Claro que a matriz de LCDs é bastante mais complexa do que aqui descrevo mas para a compreensão da tecnologia é o suficiente.
O tradicional LCD, também conhecido por CCFL (Cold Cathode Fluorescent Lamp), emite a luz através de um conjunto de lâmpadas disposta ao longo do painel. O truque é ter o mínimo número de lâmpadas sem comprometer a uniformidade de iluminação do painel. Na figura podemos ver o exemplo.
A evolução obriga ao passo óbvio, com a substituição das lâmpadas fluorescentes por LEDs. Este passo permitiu reduzir consumo, obter mais brilho e controle de luminosidade (podem ser desligados para obter pretos mais escuros).
Os métodos utilizados podemos ver nas imagens de baixo ordenados da esquerda para a direita (ou de cima para baixo nos dispositivos móveis) como sendo: LED direct lid; Edge LED lid e Full Array LED.
Os modelos Edge lit é um dos métodos mais procurados pelos fabricantes, porque ao facilitar a construção da televisão também reduz o preço tornando-o mais competitivo no mercado. Esta é a solução que permite a construção de televisões finíssimas. Um dos problemas no entanto é a dissipação uniforme de luz.
O último método (Full Array LED) é o que as marcas utilizam nos seus modelos topo de gama, como por exemplo a linha KS9500 da Samsung. Um dos benefícios dos Full Array Led é a possibilidade de existiram zonas controláveis de iluminação. Um dos mais conhecidos métodos de publicitar esta tecnologia é o que os fabricantes chamam de zonas activas, ou seja o número de zonas de LED que podem ser desligadas espalhados pelo painel. O normal em um Full Array LED poderá variar entre as 12 zonas até 512 zonas, sendo que este número, com a evolução da tecnologia, tenderá a aumentar. A foto ajuda a ilustrar como são aplicadas as zonas activas à grelha de LEDs.
O objectivo de existirem zonas de LED configuráveis é a possibilidade de, por exemplo, numa cena onde é suposto existirem pretos, serem desligados os LEDs nessa área, fazendo com que os pretos sejam mais profundos e carregados ao invés do típico preto-cinza visto nos LCDs mais baratos.
Agora que já sabemos as diferenças dos vários tipos de iluminação, podemos falar nos novos formatos que este ano passaram a ser um standard. Refiro-me ao Quantum Dot e ao HDR. O Quantum Dot são uns minúsculos cristais, com tamanhos variáveis entre 2 a 10 nanómetros de diâmetro (equivalente a 50x o tamanho de um átomo). A tecnologia é baseada num fenómeno eléctrico-químico, utilizando uma série de elementos, bombardeando as moléculas com um feixe de energia, luz. O efeito é a produção de energia na forma de luz visível que, e consoante o tamanho do quantum dot, altera a cor. A grande revolução desta descoberta foi a de aumentar drasticamente a palete de cores suportada pelos LCDs. Passamos do limite das 16 milhões de cores para as dezenas de biliões!
Autor: Hugo Marques
Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
Enviar E-Mail para: Hugo Marques
- Contents
- 1. Intro
- 2. LCD TVs
- 3. OLED TVs
- 4. Lista de televisões
