Samsung Note 7- verdade revelada

A Samsung revela, e assume, todos os factos relevantes ao ‘explosivo’ Note 7. Muita ‘água correu’ na imprensa, muitas suposições, muita culpa atribuída mas por vezes, pouco consenso. Perdeu-se de facto o melhor smartphone em que tocamos, perdeu a marca com todas as despesas em todo o processo, à custa do seu próprio nome e reputação (ao invés de se puder vangloriar do feito), e perdeu o cliente.

Mas a marca portou-se como ‘gente grande’ e não arranjou desculpas, assumiu, ponto! Mas esse facto não significou baixar os braços. A divulgação dos resultados levou a Samsung a elaborar uma estratégia para retomar a confiança dos consumidores, ser transparente, e nada melhor que uma investigação. De modo intensivo, a marca não se inibiu de apurar os factos para este desastre, e melhor, para evitar flagelos futuros. A investigação, que envolveu 700 engenheiros, testes em 200 mil dispositivos e mais de 30 mil baterias findou,  e os resultados acabam de ser divulgados. Culpados? O fabrico defeituoso de componentes. 

Sabemos que actualmente um smartphone é um aglomerado de tecnologia e hardware fenomenal, basta relembrar as especificações do Note 7: processador octa core, 4GB de RAM, 64 GB de armazenamento, e toda a conectividade e ‘fixtures’ presentes num comum PC. Sim, a realidade é que os smartphones (topo de gama) actuais envorgonham muitos PC´s que ainda estão ao serviço. Isto significa que todo o processo é minucioso, deste escolha de componentes, o design e a própria construção. Tudo faz um todo. E quando um não funciona, esse ‘todo’ é posto em causa.

Neste caso o Note 7 era esse todo, um smartphone que ‘morreu’ por uma sucessão de erros, reportados em modo de duas baterias, a A e B. Segundo a Samsung, a causa está nas duas fornecedoras independentes a que recorreu para as baterias do Note 7. A Samsung contou coma  ajuda de três empresas especialistas em todo o processo de investigação, a Exponent, a UL e a TUV Rheinland para desmistificar cada detalhe do problema. 

 

Os resultados mostram que a primeira fornecedora, com a bateria ‘A’, disponibilizou uma bateria com uma deformidade no canto superior direito que, pelas suas dimensões, seria grande demais para o espaço destinado a acomodá-la, o que fazia com que seus eléctrodos dobrassem e entrassem em combustão.

A segunda fornecedora, bateria ‘B’, foi usada para colmatar a falha dos primeiros Note 7, mas acabou por apresentar um problema ligeiramente diferente. Esta bateria possuía a dimensão correcta, mas a pressa necessária para responder à situação levou a que surgissem defeitos no processo de produção. O facto relevante foi a insuficiente camada isolante, que separa eléctrodos positivos de negativos, o que originou o rompimento, gerando as explosões.

Veja o vídeo:

 

 

 

Óscar Rocha

Autor: Óscar Rocha

Fundador e Editor do Motores & Tecnologia
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